A tecnologia não está destruindo empregos, mas substituindo-os

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A maioria dos trabalhos que grande parte da população tira sustento hoje tem potencial para se tornar automatizado. As tecnologias emergentes estão transformando o jeito que trabalhamos, tomando espaços processuais e abrindo oportunidades para novas formas de trabalho independente.

Como já disse nesse texto sobre o potencial da inteligência artificial, grande parte dos avanços tecnológicos se movimentam nesse sentido. Machine learning, impressão 3D, automação, big data, robótica e outras novas formas de trabalho estão automatizando funções e setores (vê-se pelo surgimento de fintechs, legal techs e o que mais for techs) com o objetivo de otimizar produtos ou serviços, ganhar em produtividade e lucro.

Um bom exemplo são os escritórios de advocacia, onde softwares de automação estão substituindo grande parte das tarefas. Além de analisar milhões de documentos em segundos, os “robôs” sugerem decisões a ser tomadas e alertam para qualquer mudança que possa afetar os casos.

A natureza dos trabalhos está mudando e esse estado de fluxo, como qualquer período de transição, está causando uma ansiedade natural em todo o mundo. O desenvolvimento da automação trouxe a promessa de maior produtividade e, aliado a isso, crescimento econômico, aumento na eficiência dos serviços, segurança e comodidade.

Não tem como competir com máquinas que são programadas para não cometer erros, usar somente os recursos necessários, criar produtos e serviços de melhor qualidade. O que é possível é trabalhar no desenvolvimento dessas tecnologias ou em setores aliados à elas para melhores propósitos.

Aumento de produtividade com o avanço nas tecnologias. Fonte: http://www.mckinsey.com/global-themes/employment-and-growth/technology-jobs-and-the-future-of-work

Muitas dessas coisas já estão sendo percebidas com serviços que podem ser realizados diretamente pelo celular sem custo nenhum, por exemplo. A preocupação gira em torno do desemprego e de como aqueles que já estão sendo substituídos por máquinas irão se capacitar tardiamente para ter acesso às carreiras que ficarão no lugar.

Um estudo de 2011 pelo McKinsey’s Paris office descobriu que a Internet em seus primeiros 15 anos destruiu 500.000 trabalhos na França, mas, ao mesmo tempo, criou 1.2 milhões de outras funções no lugar. Ou seja, foram 2.4 mil trabalhos adicionados para cada vaga que parou de existir.

Claro que a lei da oferta e da demanda ainda vence nesse sentido: enquanto houverem profissionais melhores e mais baratos para determinadas funções do que o investimento em tecnologias de automação, o serviço não será substituído. O barateamento dessas tecnologias, entretanto, chegará um dia. Até lá precisamos estar preparados para lidar com essa nova natureza e, principalmente, formar aqueles que ainda não pertencem a ela.

 

 
Adriano Meirinho located at , Brasil, São Paulo . Reviewed by leitores rated: 1 / 5
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